Tomei 2 Comprimidos de Ibuprofeno de 600 mg de Uma vez: O que fazer?
Tomar dois comprimidos de ibuprofeno de 600 mg significa ingerir 1.200 mg de ibuprofeno de uma única vez. Se isso aconteceu por engano, o mais importante é não repetir a dose por conta própria, conferir exatamente qual medicamento foi ingerido e observar o aparecimento de sintomas.
O risco não pode ser determinado apenas pela quantidade tomada. Idade, peso, condições de saúde, medicamentos utilizados, intervalo desde a ingestão e características individuais podem influenciar a resposta do organismo.
Em caso de dúvida sobre uma possível intoxicação, é possível entrar em contato gratuitamente com o Disque-Intoxicação da Anvisa, pelo telefone 0800 722 6001.
O que fazer se tomei 2 comprimidos de ibuprofeno de 600 mg?
Ao perceber que tomou uma quantidade diferente da pretendida, o primeiro cuidado é não tomar outra dose de ibuprofeno por conta própria até receber uma orientação adequada.
Confira a embalagem do medicamento para confirmar o princípio ativo, a concentração e a quantidade ingerida. Também é importante lembrar aproximadamente o horário da ingestão e verificar se outros medicamentos foram utilizados no mesmo período.

Essas informações podem ser úteis caso seja necessário entrar em contato com um profissional de saúde ou com um centro de informação toxicológica.
Não tente compensar o erro utilizando outro medicamento sem orientação. Acrescentar um novo remédio para tratar ou prevenir possíveis efeitos do ibuprofeno pode aumentar o risco de interações e dificultar a avaliação do quadro.
Tomar 1.200 mg de ibuprofeno de uma vez é uma overdose?
Não é possível definir a gravidade de uma ingestão de ibuprofeno olhando apenas para o número de miligramas.
A avaliação de uma possível superdose considera fatores como quantidade ingerida, idade, peso, condições clínicas, outros medicamentos utilizados e tempo transcorrido desde a ingestão.
Também é importante não confundir dose máxima diária utilizada em determinados tratamentos médicos com uma quantidade considerada segura para ser ingerida de uma só vez.
Uma dose prescrita pode ser dividida durante o dia, com intervalos determinados pelo médico e levando em consideração o quadro clínico do paciente. Isso não significa que a mesma quantidade possa ser tomada de uma única vez ou utilizada como referência para automedicação.
Na pergunta publicada no BoaConsulta, o médico Caio Visalli Lucena Da Cunha chamou atenção justamente para esse cuidado:
“Devemos sempre utilizar a mínima dose necessária de cada medicação.”
O profissional também reforçou uma medida importante para prevenção de erros: conferir o nome, a concentração da substância e a forma correta de administração antes de utilizar qualquer medicamento.
Quais sintomas podem aparecer após tomar ibuprofeno em excesso?
Os sintomas dependem da quantidade ingerida e das características de cada pessoa.
Entre as manifestações que podem ocorrer estão:
- náuseas;
- vômitos;
- dor abdominal;
- azia;
- tontura;
- sonolência;
- mal-estar.
Em situações mais importantes, também podem ocorrer alterações renais, neurológicas, respiratórias ou cardiovasculares.
Na resposta publicada no BoaConsulta, a médica Isabel De Paula Fregnani destacou a necessidade de procurar atendimento diante do aparecimento de manifestações:
“Se tiver algum sintoma, procure uma avaliação médica.”
Essa orientação é particularmente importante porque uma resposta encontrada na internet não consegue considerar todas as características clínicas de quem ingeriu o medicamento.
Quando procurar atendimento de urgência?
Alguns sintomas merecem avaliação rápida depois de uma ingestão acidental de medicamento.
Procure atendimento imediatamente diante de sinais como desmaio, confusão importante, convulsões, dificuldade para respirar, vômitos persistentes, dor abdominal intensa, sangramento gastrointestinal, redução importante da quantidade de urina ou piora acentuada do estado geral.
Sangue no vômito ou fezes muito escuras também são sinais que não devem ser ignorados.
Em situações de emergência, o SAMU pode ser acionado pelo telefone 192.
Se não houver uma emergência, mas existir dúvida sobre possível intoxicação, o Disque-Intoxicação pode ser acessado pelo 0800 722 6001.
O ibuprofeno pode alterar a pressão arterial?
O ibuprofeno pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides, os AINEs. Dependendo das características do paciente, medicamentos dessa classe podem interferir na pressão arterial, na função renal e na retenção de líquidos.
Na resposta à dúvida publicada na plataforma, Wlademir Jose Marques Feres chamou atenção para esse aspecto:
“Controle a pressão.”
Isso não significa que medir a pressão seja suficiente para avaliar uma possível ingestão excessiva. Trata-se apenas de um dos aspectos que podem ser considerados pelo profissional de saúde de acordo com o histórico e os sintomas do paciente.
Quem precisa ter mais cuidado com o ibuprofeno?
O risco associado ao uso do ibuprofeno não é igual para todas as pessoas.
Pacientes com histórico de doença renal, úlcera, gastrite importante, sangramento gastrointestinal, hipertensão, doenças cardiovasculares ou alterações da coagulação merecem atenção especial.
Também é necessário cuidado entre pessoas que utilizam outros medicamentos, principalmente anticoagulantes, outros anti-inflamatórios, ácido acetilsalicílico, diuréticos e determinados medicamentos para pressão arterial.

Idosos podem apresentar maior vulnerabilidade a efeitos adversos e interações medicamentosas devido às alterações naturais do organismo relacionadas ao envelhecimento.
Gestantes também não devem utilizar ibuprofeno por conta própria. O uso de medicamentos durante a gravidez precisa ser avaliado individualmente por profissional de saúde.
Para conhecer indicações, contraindicações e outros cuidados relacionados ao medicamento, consulte também a bula do ibuprofeno no Blog BoaConsulta.
Posso tomar um protetor gástrico depois de tomar ibuprofeno demais?
Não é recomendado começar outro medicamento por conta própria para tentar neutralizar os possíveis efeitos do ibuprofeno.
Medicamentos utilizados para problemas gástricos não funcionam como antídotos para o ibuprofeno e não eliminam possíveis riscos relacionados aos rins, pressão arterial, sistema nervoso ou outros órgãos.
Se surgir dor de estômago, náusea, vômito ou qualquer outro sintoma após uma ingestão acidental, procure orientação profissional em vez de acrescentar um segundo medicamento por conta própria.
Esse cuidado é importante justamente para evitar que uma situação de automedicação leve a outra.
Por que a automedicação com ibuprofeno pode ser perigosa?
A automedicação não acontece apenas quando uma pessoa começa um tratamento sem consultar um profissional.
Também existe automedicação quando alguém aumenta uma dose, reduz o intervalo entre os comprimidos, reutiliza uma prescrição antiga ou mistura diferentes medicamentos por conta própria.
O Ministério da Saúde alerta sobre os riscos da automedicação, que podem incluir intoxicações, reações adversas, interações medicamentosas e mascaramento de sintomas de doenças que precisam de diagnóstico adequado.
Um dos principais problemas relacionados aos medicamentos de uso comum é justamente a falsa sensação de segurança.
O fato de o ibuprofeno ser conhecido ou de já ter sido utilizado anteriormente não significa que qualquer dose seja segura para qualquer pessoa.
Posso misturar ibuprofeno com outros medicamentos?
Nem sempre.
O ibuprofeno pode interagir com diferentes medicamentos, e o risco depende da substância utilizada, da dose e das características clínicas do paciente.
Um cuidado especialmente importante é evitar utilizar dois anti-inflamatórios diferentes ao mesmo tempo sem orientação profissional.
Também é necessário informar ao médico caso você utilize anticoagulantes, ácido acetilsalicílico, medicamentos para pressão arterial, diuréticos ou outros tratamentos contínuos.
Quando houver dúvida sobre uma combinação de medicamentos, procure orientação médica ou farmacêutica antes de utilizá-los simultaneamente.
Como evitar tomar o medicamento errado?
Confundir medicamentos pode acontecer principalmente quando existem vários comprimidos armazenados juntos, embalagens parecidas ou diferentes concentrações do mesmo princípio ativo.
Antes de tomar qualquer medicamento, confira quatro informações:
nome do medicamento, princípio ativo, concentração e quantidade indicada.
Evite retirar comprimidos das embalagens originais sem identificação, principalmente quando diferentes medicamentos têm aparência semelhante.
Também é importante ler a bula e seguir a orientação recebida pelo profissional de saúde.
A Anvisa disponibiliza gratuitamente o Bulário Eletrônico, que permite consultar informações oficiais sobre medicamentos registrados no Brasil.
Tomei dois ibuprofenos de 600 mg e não estou sentindo nada. Preciso me preocupar?
Não apresentar sintomas é uma informação relevante, mas isso não permite afirmar, pela internet, que não existe risco.
A avaliação depende da quantidade ingerida, do tempo transcorrido, das condições de saúde, da idade e de outros medicamentos utilizados.
Por esse motivo, se você tomou o medicamento por engano e não sabe se a quantidade representa algum risco no seu caso, procure orientação de um profissional de saúde ou entre em contato com o Disque-Intoxicação pelo 0800 722 6001.
Também não utilize a ausência de sintomas como justificativa para tomar novas doses por conta própria.
Posso continuar tomando ibuprofeno depois desse episódio?
Não existe um intervalo único que possa ser recomendado para todas as pessoas.
A decisão de continuar, suspender temporariamente ou modificar o medicamento depende do motivo pelo qual ele estava sendo utilizado, da quantidade ingerida, dos sintomas apresentados e das condições individuais do paciente.
Portanto, após uma ingestão acidental maior do que a pretendida, não repita a dose por conta própria até receber orientação adequada.
Essa é uma forma de evitar transformar um erro de medicação em um novo problema.
Automedicação também pode acontecer por engano
Nem sempre alguém toma uma quantidade maior porque decidiu aumentar a dose.
Erros também podem acontecer por distração, confusão entre embalagens, dificuldade para lembrar se o comprimido já foi tomado ou uso simultâneo de diversos medicamentos.
Por isso, pessoas que fazem tratamentos contínuos podem se beneficiar de estratégias simples de organização, como separar os medicamentos por horário e manter as embalagens identificadas.
Quando existem muitos medicamentos envolvidos, também pode ser útil revisar periodicamente o tratamento com o profissional responsável.
Informação na internet não substitui avaliação médica
Pesquisar informações sobre medicamentos pode ajudar a compreender riscos e identificar sinais de alerta, mas um artigo não consegue avaliar fatores como histórico clínico, doenças preexistentes, peso corporal, possíveis interações e sintomas apresentados naquele momento.
Por isso, conteúdos de saúde devem ser utilizados como orientação educativa e não como substitutos de consulta, diagnóstico ou prescrição.
Se você precisa conversar com um profissional sobre o uso de medicamentos ou outro problema de saúde, pode encontrar médicos pelo BoaConsulta.
Se houver suspeita de intoxicação, procure orientação pelo Disque-Intoxicação 0800 722 6001. Em uma situação de emergência, procure atendimento imediatamente ou ligue para o SAMU 192.
Aviso importante
Este conteúdo possui finalidade exclusivamente educativa e informativa. Ele não substitui consulta médica, diagnóstico, prescrição ou orientação individual de um profissional de saúde. Não altere doses, suspenda tratamentos nem associe medicamentos com base apenas em informações encontradas na internet.
Se você estivar sentindo algo diferente em seu corpo, lembre-se que aqui no BoaConsulta você encontra os melhores médico clínicos gerais, para consultas presenciais ou online!
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