20 mitos e verdades sobre Psoríase: tratamento, curiosidades e mais!
Uma doença crônica, inflamatória e autoimune, a psoríase não segue uma rota específica para se manifestar nas pessoas. Conheça aqui os principais mitos e verdades sobre psoríase!
Lista: 20 mitos e verdades sobre psoríase
O Boa Consulta decidiu mapear algumas das principais dúvidas de pacientes ou não sobre a psoríase.
Sabendo do seu difícil diagnóstico, existem muitos fatores que podem passar despercebido ou que são disseminados de maneira incorreta entre as pessoas. Por isso, conheça os principais mitos e verdades sobre psoríase a seguir!
20. Não existem fatores de risco para a psoríase.
Mito! Segundo informações do Ministério da Saúde, ainda que as causas da psoríase não estejam totalmente bem definidas, existem alguns fatores específicos que podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver a doença.
Ou, em alguns casos, servir como gatilhos para potenciar o surgimento das crises. Entre os principais fatores estão: a obesidade, o histórico familiar do paciente, o enfrentamento contínuo de situações de estresse, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e cigarro e mudanças climáticas abruptas.
19. Manter a pele hidratada pode ajudar na prevenção contra a psoríase
Verdade! De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a pele conta com bactérias e fungos que ajudam a formar uma parede de proteção. Então, quando há um desequilíbrio nesse escudo, a proteção vai diminuindo, consequentemente, aumentando as chances de uma pessoa desenvolver a psoríase.
Os fatores que ajudam a enfraquecer o escudo natural da pele são o excesso de banhos – principalmente os quentes – e a falta de hidratação. Por isso, manter a pele hidratada é o fator mais importante para ajudar a reforçar o escudo natural da pele, assim, reduzindo as possibilidades do surgimento de crises.
18. O tratamento contra a psoríase pode ser feito em casa e de forma livre
Mito! Considerando que a psoríase é uma doença inflamatória e autoimune, consequentemente, com várias fases de manifestações de seus sintomas, é muito complicado prever como ela vai se comportar na pele de um paciente.
Por isso, o único tratamento indicado contra a doença deve ser sugerido por um dermatologista. Geralmente, estes profissionais vão considerar fatores como severidade da doença, sexo, localização das manchas, idade, entre outros pontos para indicarem o melhor tratamento.
É importante também ressaltar que a automedicação, mesmo com produtos naturais e sem químicos, pode melhorar o problema – e isso vale contra qualquer tipo de doença!
Leia também: Os perigos da automedicação
17. Tomar banho de sol pode ajudar no tratamento contra a psoríase
Verdade! O contato direto da pele com o sol ajuda a diminuir a inflamação da epiderme, visto que é causada pelo sistema imunológico do paciente, dessa forma, diminuindo as placas em número e tamanho. Contudo, você precisa tomar banho de sol em um horário específico.
De acordo com especialistas, o horário mais indicado para tomar banho de sol como uma forma de tratamento contra a psoríase envolve se expôr até às 10 horas da manhã. Após esse horário, o sol fica mais violento, podendo causar problemas na sua pele. Também segundo indicações, o banho de sol deve durar entre 15 a 20 minutos diários.
16. A psoríase sempre está associada a dores e a coceiras
Mito! Geralmente, os quadros de psoríase que contam com dores acontecem nas articulações. Entretanto, a dor pode se tratar de artrite, uma condição que afeta cerca de 30% dos pacientes diagnosticados com psoríase.
Especialistas afirmam que coceira e dores nas lesões, no entanto, não servem como diagnóstico da doença – que, por sua vez, só pode ser feito com o olhar de um dermatologista e a partir de exames específicos e observações clínicas.
15. Existem medicamentos que podem aumentar os quadros de psoríase
Verdade! Algumas medicações que podem contribuir para o surgimento de crises de psoríase envolvem betabloqueadores, anti-inflamatórios não esteróides (por exemplo, ibuprofeno), lítio e tratamentos para malária.
No entanto, as manifestações acontecem de formas raras. Alguns fatores que podem aumentar a predisposição para desenvolver a doença muito mais arriscados são o fumo e o uso excessivo de bebidas alcoólicas, por exemplo.
Os outros fatores mencionados anteriormente, como diabetes, obesidade, colesterol alto, hipertensão, estresse contínuo, entre outros, também são outros pontos que podem facilitar o desenvolvimento da doença quando comparada a alguns medicamentos.
14. A psoríase é uma doença contagiosa
Mito! Na verdade, a psoríase é uma doença autoimune que pode ser causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos e comportamentais, cujo nenhum pode ser transmitido por meio do contato direto com outra pessoa – isso vale mesmo se alguém tocar nas lesões de uma pessoa com a doença.
O problema é que muitas pessoas desconhecem esta questão, fazendo com que os pacientes de psoríase sofram muito preconceito, constrangimento e quedas imensas na auto-estima, o que impactam no bem-estar e na qualidade de vida de quem convive com a doença.
13. A psoríase pode ser transmitida de pai para filho
Verdade! Contudo, há uma confusão frequente em relação a esse ponto: de que a doença seja contagiosa – novamente, ressaltamos que a doença não é contagiosa. Uma das formas de transmissão mais comuns é a herança genética.
Segundo informações do Ministério da Saúde, cerca de um terço das pessoas que convivem com psoríase têm parentes e familiares com o mesmo quadro. Quando são os próprios pais de uma pessoa que têm psoríase, a chance de um filho também apresentar sintomas é bastante alta.
12. Pergunta frequente relacionada a mitos e verdades sobre psoríase: “Minha avó tem psoríase e tenho manchas na pele semelhantes às dela, isso significa que também tenho a doença?”
Mito! Puxando pela verdade do tópico anterior, uma dúvida bastante frequente das pessoas é sobre a herança genética de avós para netos.
Embora, sim, ela tenha um fator genético, ele é mais influente quando vem de um parente de primeiro grau, como pais e mães.
11. A psoríase tem tratamento
Verdade! Embora autoimune, existem tiramentos e medicações específicas para conter os quadros mais grave da doença e também para ajudar a cessar as manifestações por longos períodos de tempo.
Nos quadros mais leves da doença, a indicação básica é a de manter a pele hidratada, aplicar os medicamentos tópicos apenas na região das lesões e manter exposição solar apenas segundo a orientação do dermatologista. Essa combinação pode ser eficaz para melhorar o quadro clínico, promovendo a saúde e bem-estar do paciente, além da eliminação dos sintomas.
10. Os sintomas da psoríase melhoram sozinhos e com o tempo
Mito! Como você viu acima, a psoríase conta com opções de tratamento para ajudar no controle dos sintomas e crises.
No entanto, é comum que os quadros passam desaparecer e um paciente ficar muito tempo sem manifestar placas na pele, contudo, por se tratar de uma doença crônica, uma coisa é certa: eles vão voltar. Por isso, é indicado se consultar com certa frequência em um dermatologista, que acompanhará seu quadro ao longo dos anos.
9. A alimentação influencia no desenvolvimento da psoríase
Verdade! Alguns dos principais fatores que podem contribuir para o surgimento de placas e feridas na pele envolvem a obesidade. Por isso, alimentar-se de maneira equilibrada e apropriada, em outras palavras, evitando excessos, é o ideal para controlar os quadros de psoríase.
Isso porque comer com cautela e de forma regrada pode ajudar um paciente a combater o sobrepeso, condição que provoca sobrecarga nas articulações e aumento de dores. Outro ponto a ser indicado é uma dieta rica em cálcio, vitaminas e proteínas, que atuam diretamente sobre os músculos e ossos, assim como evitar alimentos inflamatórios, como gorduras, glúten, açúcar refinado, entre outros.
Leia também: O que uma pessoa com psoríase não pode comer?
8. A psoríase se manifesta da mesma forma em todas as pessoas
Mito! Existem muitos tipos diferentes de psoríase, cada qual se manifestando de maneiras diferentes nas pessoas, consequentemente, dificultando o correto diagnóstico em um paciente.
Aliás, por isso, a psoríase pode ser confundida com outras doenças de pele mais comuns, como dermatites e até mesmo caspa, por exemplo, por aparecer de formas micoses das dobras e nas unhas em algumas ocasiões.
Leia também: Quais são os tipos de psoríase? Aprenda a reconhecer suas características!
7. A psoríase não afeta somente a pele
Verdade! Por se tratar de uma condição crônica e inflamatória, a psoríase pode ter repercussões sistêmicas no corpo, afetando a tecidos e órgãos de um paciente. Doenças inflamatórias e com alterações imunológicas, como, por exemplo, artrite e a doença inflamatória intestinal também apresentam correlação com a psoríase, assim também como diabetes, especialmente entre pacientes com o quadro grave da doença.
Aliás, quando não há o tratamento de maneira indicada, a inflamação pode acometer os vasos sanguíneos e atingir as paredes das artérias. Isso se traduz com a lentidão da função vital dos vasos, podendo reduzir com a oxigenação dos tecidos do corpo. Essas alterações também são responsáveis por desencadear um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC).
6. A psoríase pode ser causada pela má higiene
Mito! A falta de higiene não influencia com a psoríase, visto que o quadro é mais relacionado a questões genéticas, ambientais e comportamentais. Contudo, o excesso de banhos quentes é um fator que pode contribuir com a doença, visto que a água quente ajuda a quebrar a barreira protetora natural que existe na pele.
5. A psoríase pode atingir pessoas de qualquer idade e gênero
Verdade! A psoríase pode se manifestar em pessoas diferentes, independentemente do sexo, idade ou condição financeira. Geralmente, no entanto, são os adultos que mais começam a relatar o aparecimento de quadros ou sintomas relacionados a psoríase. Segundo a SBD, a média de idade para o surgimento da doença é aos 33 anos, sendo que 75% dos casos ocorrem antes dos 46 anos de idade.
Existe também um quadro menor, mas ainda existente, sobre pessoas que podem começar a apresentar sintomas da doença antes dos 2 anos de idade, mas, assim como o número referente à faixa etária, são apenas 2% de casos reportados em bebês e crianças.
4. A Psoríase é fácil de diagnosticar
Mito! A psoríase é um dos problemas de pele mais difíceis de serem diagnosticados, porque seus sintomas se assemelham a quadros gerais de outras doenças de pele, como dermatite seborreica ou eczema, por exemplo.
Caracterizada por prurido e surgimento de placas escamosas prateadas, a psoríase também difere de pessoa para pessoa, razão pela qual é tão importante procurar um dermatologista para o diagnóstico correto da doença.
3. A psoríase se manifesta por meio de lesões avermelhadas e descamativas
Verdade! Geralmente, as lesões da doença aparecem no couro cabeludo ou em locais de atrito, como cotovelos e joelhos, por exemplo.
Mas existe também uma forma conhecida como “gotada”, que aparece em formas de lesões pequenas e arredondadas na pele, geralmente, que surgem após doenças do quadro respiratório.
2. É possível prevenir a Psoríase
Mito! Infelizmente, não é possível prever o surgimento da psoríase em um paciente, já que as suas causas não estão claramente estabelecidas pela ciência. Contudo, é sabido que existem fatores de risco que podem, sim, contribuir com o aparecimento ou inflamação da pele.
Por fim, vamos ao último tópico dos mitos e verdades sobre psoríase. Veja:
1. A psoríase não tem cura
Verdade! Sim, por se tratar de uma doença autoimune e genética, é possível afirmar que a psoríase não tem uma cura exata. No geral, os tratamentos para conter a doença, na verdade, ajudam a controlá-la que, em alguns pacientes, podem passar sem apresentar novas manifestações.
A única forma da psoríase que conta com uma “cura”, no caso, é a psoríase gotada, que pode sumir completamente da pele de um paciente.
Você acha que está com psoríase? O que fazer?
Agora que você leu sobre os mitos e verdades sobre psoríase, é comum ficar preocupado caso tenha encontrado alguma situação no texto que se assemelha a algum episódio da sua vida.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mais de 2 milhões de brasileiros sofrem com a doença. Caso desconfie de manchas vermelhas e coceira excessiva na pele, o mais indicado é contar com um bom dermatologista para examinar você.
Você está procurando um dermatologista? Aqui no BoaConsulta você encontra os melhores Médicos dermatologistas! Seja para consultas presenciais ou online.
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Sou Simone fui diagnosticada com psoriase moderada a grave, a algum tempo venho sentindo uma fisgada no no coração e falta de ar. Isso pode ser em função do avanço da crise de psoríase?
Oi, Simone. A psoríase, especialmente em casos moderados a graves, não costuma causar diretamente sintomas como fisgadas no coração ou falta de ar. No entanto, sabemos que a psoríase é uma condição inflamatória crônica e que, ao longo do tempo, pode estar associada a um risco maior de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e problemas cardíacos.
Dito isso, seus sintomas – como a fisgada no coração e a falta de ar – precisam ser avaliados com muita atenção. É importante procurar um cardiologista para descartar qualquer problema cardíaco subjacente. Ao mesmo tempo, manter o acompanhamento com um dermatologista ou reumatologista é essencial, pois eles podem ajudar a controlar a inflamação da psoríase, o que pode ter um impacto positivo na sua saúde geral.
Oi, Simone. A psoríase, especialmente em casos moderados a graves, não costuma causar diretamente sintomas como fisgadas no coração ou falta de ar. No entanto, sabemos que a psoríase é uma condição inflamatória crônica e que, ao longo do tempo, pode estar associada a um risco maior de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e problemas cardíacos.
Dito isso, seus sintomas – como a fisgada no coração e a falta de ar – precisam ser avaliados com muita atenção. É importante procurar um cardiologista para descartar qualquer problema cardíaco subjacente. Ao mesmo tempo, manter o acompanhamento com um dermatologista ou reumatologista é essencial, pois eles podem ajudar a controlar a inflamação da psoríase, o que pode ter um impacto positivo na sua saúde geral.