Transtorno alimentar: o que é isso?

Há dois dias que tem se falado muito, nas Redes Sociais, sobre o falecimento de uma webclebridade. Não apenas pelo fato de a garota ser conhecida, mas porque ela foi mais uma vítima das complicações da anorexia.

Junto da bulimia, a anorexia é comumente chamada de transtorno alimentar, que afeta cerca de 1% da população mundial, sobretudo mulheres adolescentes. De acordo com a endocrinologista do Centro Clínico da PUCRS, Patrícia Santafé, isso acontece porque as adolescentes estão em busca da personalidade, querem ser aceitas e desejam “estar em voga”.

Ambos os transtornos estão ligados à distorção da própria imagem (a pessoa acredita ter muitos quilos a mais do que realmente possui) e ao medo de engordar. Cada qual tem sintomas, comportamentos e consequências próprios. A gente explica a diferença a seguir:

 Bulimia:

É mais comum entre os 16 e 25 anos.  Neste caso o peso corporal da paciente é normal ou com sobrepeso, pois não existe privação alimentar. Pelo contrário! A pessoa sofre de compulsão alimentar, com frequentes ataques à comida, seguidos de arrependimentos.

Esse arrependimento é traduzido em uso frequente de laxantes, diuréticos e vômitos autoinduzidos. Mesmo assim, a bulímica consegue absorver entre 30 a 50% dos nutrientes, evitando a perda brusca de peso. Em compensação podem ocorrer problemas gástricos, como dor de estômago e diarreias, tontura, fraqueza (devido à perda de líquidos) e erosão do esmalte dos dentes (por causa da agressão do suco gástrico na boca).

O tratamento geralmente é feito com terapias e uso de medicamentos como ansiolíticos, antidepressivos e remédios para evitar esta compulsão.

Anorexia:

Basta dar uma pesquisada na Internet e você encontrará muitos e muitos casos de garotas anoréxicas – e até blogs dedicados ao culto do corpo esquelético!

Garotas de 12 a 18 anos, com ênfase nas de 16, podem até saber quão perigosa é essa doença, mas ignoram as consequências – que não são poucas: palidez, pele seca e amarelada, desnutrição, tonturas, alterações hormonais, automutilação, perda de apetite sexual, queda de cabelo, altas chances de infecção devido à falta de nutrientes, alterações na memória, amolecimentos dos dentes e infertilidade.

O risco de morte é grande devido à desnutrição, que pode ocasionar parada cardíaca, falência de órgãos, insuficiência renal, entre outros. Para você ter uma ideia: essa é a patologia psiquiátrica que mais mata.

Se você conhece alguém que teve perda de muito peso em pouco tempo, possui índice de massa corporal abaixo de 17,5; teve a menstruação interrompida, aparece cheia de pequenos cortes e é estéril, atenção: ela pode estar anoréxica!

Para a recuperação é preciso o acompanhamento de uma equipe composta de psiquiatra, nutricionista, psicólogo e, às vezes, pediatra ou clínico geral– dependendo da idade da paciente. As estratégias mais comuns costumam durar muito tempo, pois são tratamentos longos e contínuos, e utilizam antidepressivos, psicoterapia e orientação nutricional.

Cuide de si e daqueles que você ama! Não hesite em procurar um especialista se necessário.
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