Saiba mais sobre o vitiligo

Vitiligo caracteriza-se pela diminuição ou falta de melanina (pigmento que dá cor à pele) em certas áreas do corpo, gerando manchas brancas nos locais afetados. As lesões, que podem ser isoladas ou espalhar-se pelo corpo, atingem principalmente os genitais, cotovelos, joelhos, face, extremidades dos membros inferiores e superiores (mãos e pés). O vitiligo incide em 1% a 2% da população mundial.

Qual a causa da doença?

Não é ainda conhecida, porém várias teorias tentam explicar a doença, entre elas:

Teoria genética: cerca de 1/3 dos pacientes apresenta outros casos na família e foram descritas ocorrências em gêmeos homozigóticos.

Teoria autoimune: considera que alterações do sistema imunológico poderiam resultar na destruição dos melanócitos. Baseada na observação frequente de vitiligo na vigência de outras doenças auto-imunes como hipotireoidismo, diabetes, anemia perniciosa e alopecia areata. Foi ainda observado anticorpos específicos dirigidos contra os melanócitos.

Teoria citotóxica: tem como base evidências de que metabólitos liberados na síntese e degradação da melanina podem ser tóxicos para os melanócitos, levando à sua destruição.

Teoria dos radicais livres: sugere que a destruição dos melanócitos seja resultado da liberação excessiva de radicais livres no organismo.

Teoria neural: mediadores químicos liberados nas terminações nervosas poderiam ser tóxicos para os melanócitos. Esta teoria poderia explicar a associação do vitiligo com estresse psíquico.

Teoria convergente: propõe a combinação das várias teorias para explicar a doença. O vitiligo poderia então ser um sinal ou parte de condições de origens diversas que apresentam em comum a destruição ou inativação dos melanócitos.

Como a doença se manifesta?

Caracteriza-se por manchas brancas, bem delimitadas, de tamanho e número variáveis, localizadas em qualquer parte do corpo, muito frequente em áreas de trauma como mãos, cotovelos, joelhos e pés. É comum também atingir a face, principalmente nas regiões ao redor dos olhos e boca.

Pode aparecer também na área genital, em ambos os sexos. A despigmentação pode ainda afetar os pelos.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente baseado no aspecto clínico das manchas e na história da evolução da doença. Raramente é necessário exame específico para diagnóstico, porém é fundamental afastar doenças que podem estar associadas ao vitiligo (como o hipotireoidismo) e para isso pode ser preciso realização de exames laboratoriais. Existem ainda lâmpadas especiais que podem ser usadas para facilitar o diagnóstico.

Tratamento

Os tratamentos convencionais são longos e geralmente envolvem aplicações de pomadas à base de corticóides, loções e fototerapia (exposição ao sol com uso de substâncias fotossensibilizantes). Raramente ocorre cura definitiva das lesões, pois há áreas que apresentam maior dificuldade de recuperar a pigmentação. Quando o processo afeta mais de 50% do corpo a opção de tratamento pode ser a despigmentação total da pele
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os resultados do tratamento cubano que esteve em voga durante algum tempo não foram superiores aos da fototerapia convencional.
É importante levar em conta que o estado psicológico do paciente, visto que fatores emocionais podem agravar o aparecimento e evolução das lesões.

Recomendações

* Procure um dermatologista para diagnóstico e tratamento, se notar o aparecimento de mancha branca na pele. Não há como prevenir as lesões de vitiligo ou a progressão da doença;
* Tome sol com cuidado, por períodos curtos, usando protetor solar, evitando a exposição entre 10h e 16h;
* Reaplique o protetor solar a cada duas horas, especialmente se estiver na praia ou na piscina;
* Hidrate a pele normalmente. O portador de vitiligo não precisa de hidratantes nem sabonetes especiais.

Fonte: http://www.vitiligo.com.br/

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