Refrigerantes e bebidas açucaradas têm grande responsabilidade na obesidade infantil

Na última semana, a prefeitura de Nova York proibiu a venda de doses grandes de bebidas açucaradas em restaurantes e cinemas. A decisão causou polêmica e gerou protestos, principalmente da indústria de bebidas não-alcoolicas, que afirma que uma única bebida ou comida não pode ser responsabilizada pelo aumento de peso da população.

Porém, dois estudods divulgados no New England Journal of Medicine comprovam que os refrigerantes e outras bebidas (como os chás e sucos enlatados) têm, sim, grande parcela de culpa nos altos índices de obesidade da população. Principalmente entre as crianças.

Em um desses estudos, pesquisadores acompanharam adolescentes acima do peso. Um dos grupos recebeu durante um ano remessas de bebidas com zero caloria e era encorajado a evitar bebidas com açúcar. Já o o resto dos participantes continuou bebendo refrigerantes com açúcar normalmente. Aqueles que receberam as bebidas sem açúcar ganharam em média 1,5 kg no período, enquanto o outro grupou aumentou o peso em 3,5 kg. Assim que os adolescentes pararam de receber as remessas, a diferença de ganho de peso deixou de existir.

No segundo estudo, crianças de 4 a 11 anos escolhidas aleatoriamente foram divididas em grupos que bebiam refrigerantes com e sem açúcar – mas sem saber qual dos dois estavam consumindo. Depois de um ano e meio, as crianças do grupo sem açúcar ganharam 6,3 kg, enquanto o grupo com açúcar ganhou 7,3 kg.

Um relatório divulgado pela agência Reuters afirma que, atualmente, 35,7% dos adultos americanos são considerados obesos. Se nada for feito para conter essa epidemia, em 2030 essa porcentagem pode chegar a 44%. Além disso, entre 1977 e 2002, o número de calorias provenientes de bebidas açucaradas consumidas pelos americanos dobrou. Atualmente, esse tipo de bebida é a maior fonte única de calorias da dieta.

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