Quatro novas maneiras da tecnologia ser usada a favor da saúde

Demanda dos pacientes faz médicos sentirem a pressão de aumentar a sua presença online

A maneira como as pessoas cuidam da saúde está mudando. Assim como a tecnologia aos poucos transforma o funcionamento de serviços – da compra de passagens aéreas ao relacionamento com o banco -, a medicina também passa por um processo de mudança gradual.

Primeiro: os pacientes tentam se informar sozinhos. Uma pesquisa do instituto Pew & American Life revelou que até 75% das pessoas entre 18 e 65 anos procura informações sobre saúde online. Entre a parcela com mais de 65 anos, a fatia é de 58%. Os dados são do estudo “Health Online 2013”.

Esse movimento tem um reflexo no outro sentido: os médicos também precisam aumentar a sua presença online. “Conforme mais pacientes são receptivos ao mundo digital, nós doutores queremos engajá-los onde eles estão… online”, disse o Dr. Jason Cunningham, diretor de um centro médico na Califórnia, ao site Mashable.

Mas a presença médica online tem limites. Nos EUA, ela é regulada por uma lei chamada HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act of 1996), que regula a privacidade no relacionamento entre pacientes e médicos. Ela determina, por exemplo, que suas informações identificáveis devem estar protegidas por padrões de segurança eletrônicos – e é por isso que os médicos não podem, por exemplo, twittar para os pacientes.

Os laboratórios não podem divulgar o resultado de um exame de sangue pelo Facebook, por exemplo. Mas eles podem abraçar a tecnologia de várias outras maneiras:

Agendamentos online. Nos EUA, o mercado de agendamento online é maduro. A internet é utilizada para aproximar a relação entre o médico e os pacientes e para divulgar o trabalho dos profissionais. E isso ajuda a resolver problemas clássicos – como atrasos ou o esquecimento do paciente sobre a consulta. Aqui no Boaconsulta.com, por exemplo, o paciente recebe um SMS para não esquecer a data e a hora da consulta agendada.

Envio de alertas por SMS ou e-mail avisando que um resultado de exame já está pronto. Em uma clínica de Cleveland, por exemplo, os pacientes têm acesso ao seu histórico através de um aplicativo para celular. Os pacientes podem enviar aos médicos perguntas, fotos e resultados de exames.

Discussão em grupos e fóruns. A consulta médica dura alguns minutos, mas grupos específicos de suporte online, que contam com pacientes que têm a mesma doença, por exemplo, oferecem ajuda 24h por dia. Segundo a pesquisa da Pew, 26% dos pacientes procura informações em fóruns do tipo – e 16% procuraram online por pessoas que sofriam dos mesmos problemas. O problema é que muitas vezdes essas plataformas não oferecem informações médicas confiáveis, e podem prejudicar a privacidade do paciente. Nos EUA, a rede WellFX promete ser uma alternativa privada e segura para trocar informações médicas.

Blogs especializados. Cada vez mais médicos aproveitam o alcance da web e das redes sociais para expressar seus pontos de vista e falar sobre as suas especialidades. E isso é ótimo: há cada vez mais conteúdo médico qualificado na internet. Só é preciso prestar atenção no currículo de quem escreve – e se certificar de que se trata de um profissional sério.

Leia o estudo completo.

(foto: http://toonstudio.com.au)

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