O Facebook pode mudar a maneira como as pessoas lidam com a saúde?

A área da saúde pode ser uma das próximas a serem impactadas pelo Facebook. Depois de a rede social influenciar a publicidade, a política, o comércio e o mercado de games, agora é a vez da saúde – e quem diz isso é a revista Wired.

“A lógica é simples: todos no Facebook, mais de um bilhão de pessoas, terão uma doença em algum ponto de suas vidas. E, comos as criaturas sociais do Facebook têm o hábito de fazer, essa massa de pessoas irá partilhar a sua experiência de lutar contra a doença, perguntar aos amigos e pedir conselhos”, aposta a revista.

Através do Facebook, os profissionais de saúde podem fornecer informações todos os dias, a qualquer horário, sobre doenças e formas de prevenção. “O Facebook tem essa plataforma massiva e poderosa que pode ser aplicada para a saúde”, disse à revista o Dr. Eric Topol, autor de um livro sobre saúde no ambiente digital.

Em seu livro, ele narra a história de uma mãe que postou fotos de seu filho doente no Facebook. As pessoas começaram a comentar sobre a saúde dele. O diagnóstico veio através de uma cardiologista pediátrica: ela concluiu que a criança tinha uma desordem genética rara. A mãe procurou o próprio médico, que concordou com o diagnóstico.

A revista também destaca o fato de a rede social ter permitido aos usuários se registrarem como doadores de órgãos. Nos EUA, mais de 6 mil pessoas se registraram como doadores publicamente no site. Além disso, Topol diz que os pesquisadores poderiam, por exemplo, conseguir através do Facebook pacientes com problemas de pressão para participarem de um estudo. E vai além: o site poderia ter algumas informações genéticas sobre os usuários.

Mas há restrições. O Facebook não é largamente utilizado como ferramenta de comunicação entre os médicos e os pacientes por causa de preocupações sobre profissionalismo e a confidencialidade das informações.

A área ainda é muito nova – e a ciência está começando a prestar atenção nisso. O Facebook está aparecendo mais em estudos – hoje pelo menos 400 papers médicos citam a palavra “Facebook”. E o número está crescendo. Alguns desses estudos citam, por exemplo, que a rede social pode ser uma ferramenta válida para ajudar no ensino e na educação. A rede social já se mostrou uma ferramenta eficaz para a campanha política, por exemplo – resta saber se será uma boa plataforma para divulgar campanhas de saúde.

(Foto: Ariel Zambelich/Wired/Creative Commons)

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