Insônia: o que é e como tratar

 

A insônia é um problema que aflige cerca de um terço da humanidade e não é uma doença, mas um sintoma de vários males. Ela pode se manifestar de diversas formas diferentes. O caso clássico, aquele em que o indivíduo deita e não consegue pregar o olho, é apenas um tipo. Mas as pessoas que têm o sono picado ou acordam cedo demais também são consideradas insones. Outra pista para detectar as noites mal dormidas é despertar cansado e com a sensação de não ter dormido quase nada.

Há três formas de insônia. A mais comum é transitória e dura no máximo uma semana. O tipo intermediário pode durar até três. Mas ela torna-se crônica se ultrapassar esse período. A partir desse momento, é importante procurar ajuda. É fundamental investigar as causas do problema e tratá-lo, pois uma boa noite de sono tem funções vitais para a saúde.

Os efeitos das noites  sem dormir vão muito além do cansaço no dia seguinte, visto que é durante o período do sono que funcionam os processos vitais do organismo. Veja o que acontece quando você dorme menos do que precisa:

 

• Ossos e músculos – cerca de 70% do hormônio do crescimento é secretado durante o sono. Nas crianças ele garante o ganho de peso e de altura. Nos adultos, responde pela renovação celular dos músculos e do esqueleto.

• Cabeça – sonolento, o cérebro diminui a atividade. Isso compromete funções como a criatividade, o humor, a atenção, o equilíbrio e a memória.

• Pâncreas – a produção de insulina despenca, atingindo níveis parecidos aos dos diabéticos.

• Coração e sistema digestivo – a falta de sono gera um efeito de estresse. O corpo produz, então, mais cortisol e adrenalina, os hormônios da tensão. Isso abre caminho para complicações cardíacas e digestivas. Essas substâncias também nocauteiam o sistema imunológico.

Pacientes com insônia são avaliados com a ajuda dos históricos médico e de sono. O histórico de sono pode ser obtido com um diário preenchido pelo paciente ou por entrevista com o parceiro de cama com relação à sua quantidade e qualidade de sono. Investigações especializadas do sono pode ser recomendadas, porém somente se houver suspeita de que o paciente possa ter desordens de sono primárias como narcolepsia ou apnéia do sono.

Insônia transiente e intermitente podem não requerer tratamento, uma vez que os episódios duram apenas alguns dias. Por exemplo, se a insônia for decorrente de mudanças de horários como conseqüência de “jet lag”, o relógio biológico da pessoa geralmente voltará ao normal por si mesmo. Porém, para algumas pessoas que vivenciam sonolência durante o dia e têm performance afetada como resultado de insônia transiente, a utilização de comprimidos para dormir de curta ação pode melhorar o sono e atenção no dia seguinte. Como todos os medicamentos, há efeitos colaterais potenciais. O uso de remédios para insônia sem prescrição médica não é recomendado.

O tratamento para insônia é feito a partir do diagnóstico e tratamento dos problemas médicos ou psicológicos que possam ser os reais causadores da insônia. Feito isso, o próximo passo é identificar comportamentos que podem piorar a insônia visando interrompê-los e/ou reduzi-los. Em certos casos, é necessário o uso de remédios para dormir, embora a utilização a longo prazo seja controversa. Um paciente tomando qualquer remédio para dormir deve estar sob a supervisão de um médico que avaliará de perto a eficiência e minimizará os efeitos colaterais. Em geral, esses medicamentos são prescritos na dose mínima e no menor período de tempo necessário para aliviar os sintomas relacionados à falta de sono. Para alguns desses remédios, a dose deve ser gradualmente diminuída, uma vez que uma parada abrupta poderia ocasionar a volta da insônia por uma noite ou duas. Além dessas medidas, experimentar técnicas comportamentais para melhorar o sono, como terapia de relaxamento, terapia de restrição de sono e recondicionamento também podem auxiliar na minimização dos sintomas da insônia.

 

Fonte: Revista Saúde!

Imagem: http://cafebox.com.br/

 

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