Estudo recomenda moderação no consumo de carne vermelha

 

Um estudo relacionando carne vermelha e mortalidade alarmou os meios de comunicação em mais de uma maneira. Centenas de veículos de comunicação publicaram notícias sobre o estudo. Os escritores das manchetes criaram entradas como “Estudo sobre a morte pela carne vermelha”, “Será que a carne vermelha vai te matar?” e “Cantando um blues sobre a carne vermelha.”

O alerta do estudo, feito por pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, parecia ameaçador. Cada porção diária extra de carne vermelha não processada (bife, hambúrguer, carne de porco, etc.) aumenta o risco de morte prematura em 13%. Carne vermelha processada (salsicha, bacon e afins) eleva o risco em 20%. Esses resultados foram publicados nos Arquivos de Medicina Interna.

O estudo incluiu mais de 121000 homens e mulheres acompanhados por uma média de 24 anos. Todos concederam informações sobre suas dietas a cada quatro anos. Durante o estudo, quase 24000 participantes morreram.  As taxas de mortalidade entre aqueles que comiam muita carne vermelha foram maiores do que entre os que comiam em menor quantidade.

Devido a esse estudo ter sido o maior e mais longo a investigar a conexão entre o consumo de carne vermelha e a sobrevivência, as descobertas merecem ser observadas com atenção. No entanto, elas não são a última palavra sobre o assunto, e os números precisam ser colocados em perspectiva.

Um mês atrás, um estudo japonês envolvendo mais de 51000 homens e mulheres acompanhados por 16 anos não encontrou conexão entre o consumo moderado de carne (até três gramas por dia) e morte prematura. Ano passado, um estudo feito por diferentes pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard não encontrou nenhuma conexão entre consumir carne vermelha não processada e o desenvolvimento de doenças cardíacas e diabetes, apesar de existir uma forte conexão entre essas doenças e o consumo de carne vermelha processada.

Agora vamos aos números. Aumentar o seu risco de morte em 13% ou 20% pode influenciar você a se tornar vegetariano – mas esses riscos são relativos, comparando as taxas de mortalidade do grupo que come menos carne vermelha às do grupo que come mais. Os riscos absolutos algumas vezes ajudam a contar a história de forma mais clara. Esses números são menos assustadores.

Os autores dos Arquivos de Medicina Interna sugeriram que o elevado risco da carne vermelha pode ser decorrente das gorduras saturadas, do colesterol e ferro que ela possui.  Componentes que são potenciais causadores de câncer gerados quando a carne vermelha é cozida também podem contribuir. Sódio, particularmente nos alimentos processados, também pode ter o seu papel. Também é possível que as pessoas que comem carne vermelha também possam ter maior propensão a ter outros fatores de risco para doenças graves e que podem encurtar suas vidas.

 

Tente uma abordagem Mediterrânea

 

Dada a grande dificuldade de estudar o efeito dos alimentos na saúde a longo prazo, é provável que nunca exista um estudo definitivo sobre carne vermelha e mortalidade. As evidências que vão se acumulando levam a acreditar que consumir menos carne é melhor para a saúde.

Um forma de cortar o consumo de carne vermelha é seguir uma dieta no estilo mediterrâneo. Ela é baseada em alimentos de origem vegetal e não enfatiza a carne.

Tenha em mente que não existe algo como a Dieta Mediterrânea. Em vez disso, existem muitas maneiras de seguir o estilo mediterrâneo. Aqui estão os princípios básicos:

 

– Comer frutas, vegetais, grãos, feijão, nozes e sementes todos os dias; Elas devem ser a base dos alimentos;

– Gorduras, a maior parte oriunda do azeite de oliva, podem representar até 40% das calorias diárias;

– Pequenas porções de queijo e iogurte geralmente são ingeridas por dia, juntamente com uma porção de peixe, aves ou ovos;

– A carne vermelha aparece de vez em quando;

– Pequenas quantidades de vinho tinto são frequentemente consumidas com as refeições.

 

Cortar o consumo de carne também pode ajudar a saúde do planeta. De acordo com um livro bastante esclarecedor da União dos Cientistas chamado O Guia do Consumidor para Escolhas Ambientais Eficazes, o consumo de carne é a segunda atividade mais cara para o meio ambiente, através apenas de como nos transportamos de um lugar para outro.

Fazer um quilo de carne para a mesa cria 17 vezes mais poluição da água e 20 vezes mais modificações do habitat do que fazer o seu equivale calórico em massa.

Isso torna consumir menos carne uma excelente pedida.

 

Fonte: http://www.health.harvard.edu/

Imagem: http://cdn.mundodastribos.com

 

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