Diabetes, epilepsia, câncer? Chame o Dr. Dog

Sentar, rolar e fingir de morto. Até pouco tempo, um cachorro bem treinado não conseguia fazer muito mais que isso. Mas agora pesquisadores da área de saúde estão treinando cachorros para fazer o impensável: diagnosticar doenças. Rebecca Johnson, diretora do Centro de Pesquisas de Interação entre Humanos e Animais da Universidade de Missouri (EUA) afirma que é possível adestrar cachorros para identificar diabetes, prever ataques de epilepsia e até diagnosticar câncer.

No caso do diabetes, o cachorro é treinado para identificar pelo olfato quando um paciente apresenta índices baixos de açúcar no sangue. Depois disso, o cachorro avisa, busca um kit de monitoração de glicose ou até mesmo pressiona o botão de emergência no telefone do paciente, se necessário. “O cachorro tem um senso de olfato de 10 mil a 100 mil vezes superior ao humano”, explica Johnson.

Com relação à epilepsia, alguns cachorros conseguem perceber um cheiro sutil ou uma mudança súbita de comportamento que antecedem crises epilépticas em pacientes. Embora seja uma habilidade difícil de se ensinar, a dra. Johnson afirma que certos cachorros possuem uma habilidade inata para identificar quando algo está errado no comportamento de um epiléptico. Durante o ataque, o cachorro procura ajuda com outras pessoas e afasta objetos perigosos do caminho do paciente em crise.

Mais uma habilidade canina muito impressionante é o diagnóstico de alguns tipos de câncer. Segundo Johnson, é possível treinar cachorros para farejar células cancerosas da bexiga, que estão na urina do paciente. Outros pesquisadores afirmam que alguns cachorros conseguem perceber câncer de pulmão e de mama somente pela respiração do paciente, e que existem cachorros que descobrem a existência de um melonoma (câncer de pele) somente a partir de uma lambida na pele do paciente. Se depender dos avanços da ciência, o cachorro poderá não ser apenas o melhor amigo do homem. Mas também o melhor amigo da saúde do homem.

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