Derrame silencioso ameaça a memória

O derrame cerebral é um mal bem conhecido. Apresenta sintomas claros: formigamento em um dos lados da face, dificuldades motoras, inabilidade para articular palavras e problemas de visão. Pode provocar danos extensos e permanentes no cérebro do paciente. Mas o que grande parte das pessoas não sabe é que a doença tem uma espécie de versão mais misteriosa: o derrame silencioso. E que é muito mais frequente. Estima-se que, para cada caso de derrame clássico, há 14 de derrame silencioso.

O derrame silencioso leva esse nome porque seus sintomas não são claros. Diferentemente do derrame clássico, eles podem até ser inexistentes, impossíveis de se perceber sem o auxílio de instrumentos de neuroimagem cerebral. “A pessoa não sente sintomas. Então, não sabe que sofreu um derrame”, explica professora de Harvard Karen Furie. Isso ocorre porque o derrame silencioso afeta áreas do cérebro que não se envolvem diretamente com os sentidos e o corpo. Mas, como no derrame clássico, há dano cerebral. E esse dano pode comprometer funções cognitivas importantes, como a memória. Um estudo científico constatou que a influência do derrame silencioso no declínio da memória em pessoas da terceira idade pode ser bastante significativa. Segundo os pesquisadores, mais de um terço das pessoas com mais de 70 anos já sofreram derrame silencioso – e não sabem. De acordo com Karen Furie, o maior grupo de risco para derrame silencioso é o feminino, devido à maior expectativa de vida. “Mulheres precisam ser mais proativas e estar sempre com os exames de rotina em dia”, afirma.

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