Cinco mitos sobre o parto normal

Hoje o índice de cesareanas no País na saúde suplementar chega a 83%

Hoje o índice de cesareanas no País na saúde suplementar chega a 83% – é um dos maiores do mundo. Isso se deve a uma série de fatores – classe médica mal remunerada, medo das gestantes, falta de tempo. Perguntamos à Dra. Amira Hazime quais são os maiores mitos sobre o parto normal. E ela respondeu o seguinte:

– “Não tem dilatação.”
– ” O cordão está enrolado no pescoço.”
– ” O bebê é muito grande.”
– ” Passou da hora já fez 40 semanas.”
– ” O bebê não está encaixando.”

Nenhum destes fatores, por si, impede uma mulher de ter o seu filho através de um parto normal. “Não faltam argumentos ou justificativas para uma obstetrícia cada vez mais intervencionista ou cesarista”, diz Amira. “O fato é que o índice de cesareana na saúde suplementar no Brasil é um dos mais altos do mundo, chegando próximo a 83%. A classe médica é mal remunerada ou esqueceu como partejar, as mulheres não querem sentir dor, o tempo é escasso, as amigas e familiares amedrontam as gestantes acerca dos riscos que ela ou seu bebê possam enfrentar ao escolher um parto normal”.

Mas, em meio ao que chama de “caos obstétrico”, é possível às mulheres garantirem o parto da forma que preferirem. “Há um grupo empenhado em resgatar o parto vaginal seja ele normal ou humanizado e atender ao desejo de algumas mulheres participarem ativamente do nascimento de seu filho e viver este momento mágico que é parir – ato na maioria das vezes fisiológico e natural”, ela explica.

“Se você deseja ter esta experiência única se informe, converse com outras mulheres que venceram o medo, enfrentaram todas estas dificuldades e conseguiram ter seu parto vaginal. Certifique-se de os profissionais escolhidos respeitam seu desejo, contrate uma doula, faça seu plano de parto como sempre sonhou e acredite: você pode se ninguém atrapalhar!”, diz a obstetra.

(foto: Wikimedia Commons)

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