Cientistas encontram sinais de dentista da Idade das Pedras

Pesquisadores italianos encontraram a restauração dentária mais antiga de que se tem notícia: um dente preenchido com cera de abelhas que faz parte de uma mandíbula datada de 6500 anos atrás, no começo da transição da Idade das Pedras para o período Neolítico

A mandíbula pertencia a um homem entre 24 e 30 anos, que viveu na região hoje é conhecida como Eslovênia. Apesar de a ossada ter sido encontrada no final do século 19, ela havia sido catalogada e deixada em um museu na região de Trieste, Itália.

100 anos depois, pesquisadores do Centro de Física Teórica de Trieste usaram a ossada para testar um equipamento de raio X e encontraram um material estranho em um dos caninos da mandíbula. Após reconstruírem o dente em uma imagem em 3D de alta resolução, perceberam a existência de uma grande rachadura. Essa fissura havia sido preenchida com um material não identificado, que  como cera de abelhas.

 Evidências anteriores já davam conta de que os homens do período Neolítico eram dentistas competentes. Em 2001, por exemplo, dentes molares com sinais de perfuração por pontas de lanças feitas de pedra foram encontrados no Paquistão. Segundo os cientistas, isso seria evidência de que, a seu modo, os homens das cavernas também iam ao dentista.

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