Casamento reduz riscos de ataques cardíacos

Quem vive junto tem saúde cardiovascular melhor e menor risco de morrer por causa de um evento coronariano agudo, diz estudo

O casamento faz bem para o coração – e é a ciência que diz. Pesquisadores finlandeses descobriram que tanto homens quanto mulheres têm menos risco de sofrer um ataque se são casados.

O estudo aponta a redução em todas as idades, disse o pesquisador-chefe, Dr. Aino Lammintausta, do Hospital da Universidade Turku. “Além disso, especialmente entre homens e mulheres de meia idade, morar junto com o parceiro está associado à um progóstico consideravelmente melhor de incidentes coronarianos agudos tanto antes da hospitalização quanto depois”, disse.

Analisando dados de 15,3 mil pessoas que sofreram ataques cardíacos entre 1993 e 2002, os pesquisadores descobriram que homens solteiros têm até 66% mais chances de sofrerem um ataque cardíaco. As mulheres solteiras têm um risco até 60% maior. E o risco de morrer após um ataque também aumenta: ele é até 168% maior em homens solteiros e 175% maior em mulheres solteiras.

Os motivos ainda não estão claros, mas os pesquisadores têm algumas pistas. Eles dizem, por exemplo, que pessoas solteiras costumam ter saúde pior. As pessoas casadas têm mais recursos financeiros, hábitos mais saudáveis e suporte social – e tudo isso contribui para uma boa saúde. Além disso, as pessoas casadas podem ligar para uma ambulância mais rápido se o parceiro tiver algum problema.

Os pesquisadores também sugerem que os solteiros têm menos tendência de tomar ações preventivas, como controlar a pressão arterial.

“Por bem ou por mal, o casamento está associado à uma saúde cardiovascular melhor e menor risco de morrer por causa de um evento coronariano agudo”, disse Dr. Gregg Fonarow, professor de cardiologia na Universidade da Califórnia.

Outros estudos já haviam mostrado que viver sozinho aumentaria o risco de sofrer um ataque cardíaco. Mas a maioria dos estudos levava em conta apenas os homens – é a primeira vez que um estudo do tipo leva em consideração os dois sexos. O estudo foi publicado no European Journal of Preventive Cardiology.

(via webMD)

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