Cães: os melhores amigos do coração

É oficial: ter um cão pode ajudar a reduzir os riscos de sofrer um ataque cardíaco. Quem diz isso é um estudo da Associação Americana do Coração. Ter um bicho de estimação já contribui para a saúde do coração – se for um cão, melhor ainda.

“As pessoas que têm cães vivem mais do que as que têm gatos”, sugere o Dr. Thomas Lee, co-editor da Harvard Heart Letter, publicação da universidade americana direcionada a estudos sobre o coração. Isso acontece porque normalmente os cães deixam os donos mais ativos. E os benefícios emocionais de ter uma criatura afetuosa também contribuem para a boa saúde.

Os estudos mostraram que os donos de cães praticam mais exercícios, têm melhores índices de colesterol, pressão arterial mais baixa, são menos vulneráveis ao estresse e têm mais chances de sobreviver a um ataque cardíaco.
Mas o caminho também pode ser inverso, diz Dr. Lee, professor de cardiologia em Harvard. Ele sugere que são as pessoas mais ativas e saudáveis que são mais predispostas a ter um cão.

Mas apenas ter um cão não basta. Um estudo de 2008 mostrou que quem tem um cachorro mas não passeia com ele na verdade tem mais chances de ser obeso do que quem não tem cachorro. Por outro lado, quem passeia com os cachorros tem muito menos chances de estar acima do peso.

Os benefícios não são relacionados apenas aos exercícios. Um estudo de 2001 pediu a 48 pessoas com alta pressão arterial e estresse para adotar um cão ou gato. Metade adotou. Seis meses depois, os donos de animais de estimação tiveram redução significante na pressão. Outro estudo semelhante, de 1995, analisou 369 pessoas com doenças cardiovasculares. Um ano depois, aqueles que tinham um cachorro tinham mais chances de estarem vivos. Não houve alteração nos dados dos donos de gatos.

Mas um cão não deve ser adotado apenas para melhorar a saúde do coração. Ter um bicho não substitui a atividade física regular, uma dieta saudável e cuidados médicos. Isso feito, um cão pode ajudar. “Eu não vou prescrever cães para pacientes com doenças do coração, mas certamente eu não desencorajaria eles a adotarem”, disse o Dr. Lee.

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