As várias faces da depressão

A depressão não é uma doença que se manifesta de uma única maneira. Assim como uma alergia ou uma doença cardíaca, a depressão pode assumir diversas formas. Existe um grupo de sintomas que estão quase sempre presentes, mas a experiência de cada pessoa com a depressão é, geralmente, diferente da de outras pessoas. As definições da depressão – e as terapias designadas para aliviar os sintomas – também continuam evoluindo.

O que é a depressão?

A depressão pode fazer com que você sinta que trabalho, escola, relacionamentos e outros aspectos da sua vida foram derrubados ou colocados em espera indefinidamente. Você se sente constantemente triste ou sobrecarregado, ou perde o interesse em todas as atividades, inclusive aquelas que gostava de desempenhar anteriormente. Isso permanece durante o dia todo, na maioria dos dias, ou pelo menos, por duas semanas. Durante esse tempo, você desenvolve, no mínimo, quatro dos seguintes sinais de depressão:

• Uma mudança no apetite, que geralmente leva a uma perda ou ganho de peso;
• Insônia ou (menos frequente) dormir demais;
• Uma desaceleração na fala ou no desempenho de atividades ou, inversamente, inquietação e incapacidade de permancecer sentado;
• Perda de energia ou se sentir cansado a maior parte do tempo;
• Dificuldade de concentração e de tomar decisões;
• Sentimento de não ter valor ou culpa excessiva e desnecessária;
• Ideias de morte ou suicídio ou planos e/ou tentativas de suicídio.

Outros sinais podem incluir a perda de desejo sexual, pessimismo ou falta de esperança, ansiedade, e sintomas físicos como dores de cabeça, outras dores no corpo ou problemas digestivos.

O que é distimia?

Profissionais que lidam com a saúde mental utilizam o termo distimia para se referir a um tipo leve de depressão que dura pelo menos dois anos em adultos e um ano em crianças e adolescentes. Apesar de não ser tão forte quanto a depressão tradicional, a persistência dos sintomas pode impedir a pessoa de se sentir bem e pode interferir no trabalho, escola e vida social. Diferentemente da depressão comum, em que episódios relativamente curtos podem ser separados por vãos de tempo consideráveis, a distimia dura uma média de cinco anos.

Se você sofre de distimia, você vai se sentir deprimido pela maior parte do dia. Você pode realizar suas atividades diárias, mas grande parte do entusiasmo desaparecerá de sua vida. Seu humor não se elevará por mais de dois meses seguidos e você apresentará pelo menos dois dos sintomas abaixo:

• Comer em excesso ou perder o apetite;
• Insônia ou dormir exageradamente;
• Cansaço ou perda da energia;
• Baixa auto-estima;
• Dificuldade de concentrar-se e de tomar decisões;
• Desesperança.

Às vezes, um episódio de depressão ocorre muito próximo de um de distimia, o que é conhecido como depressão dupla.

O que é transtorno bipolar?

O transtorno bipolar sempre inclui um ou mais episódios de mania, caracterizado por alto-astral, pensamentos grandiosos e comportamento errático. Ele inclui também episódios de depressão. Durante um típico episódio maníaco, você pode se sentir bastante eufórico, expansivo ou irritado ao longo de uma semana ou mais. Você também pode experimentar, no mínimo, três dos seguintes sintomas:

• Ideias gradiosas ou auto-estima elevada em excesso;
• Menor necessidade de sono do que o normal;
• Um desejo urgente de falar;
• Pensamentos muito acelerados e distração;
• Aumento da atividade que pode ser direcionado para alcançar um objetivo ou expresso como agitação;
• Uma busca incessante por prazer que pode se manifestar em orgias sexuais, gastos excessivos e uma variedade de atitudes, que geralmente trazem consequências desastrosas.

Como agir quando uma pessoa querida está depressiva, com ideias de suicídio ou maníaca

Como uma pedra jogada em uma lagoa, depressão, distimia, e transtorno bipolar criam ondas que se espalham até bem longe de seu ponto de impacto imediato. Aqueles que estão próximos a pessoas que têm essas doenças geralmente sofrem junto com elas. É preocupante e muitas vezes frustrante lidar com as conseqüências desses males. Contudo, você pode fazer muito para ajudar uma pessoa querida e você mesmo a lidar com esse período de dificuldade.

Encoraje a pessoa a procurar tratamento e permanecer nele. Lembre o paciente de tomar seus remédios e respeitar os horários das terapias. Não ingore comentários sobre suicídio. Se você acha que a pessoa é um potencial suicida, ligue para o seu medico ou terapeuta. Se nenhum deles estiver disponível, ligue para uma emergência ou dirija-se ao hospital.

Cuide-se. Tomar conta de uma pessoa doente é um trabalho difícil. Você pode precisar procurar uma terapia ou mesmo fazer parte de um grupo de apoio. Muitas instituições de saúde mental também podem te dar muitas informações sobre as doenças e suas formas de tratamento.

Ofereça apoio emocional. Sua paciência e amor podem fazer uma enorme diferença. Faça perguntas e ouça atentamente as respostas. Tente não julgar ou ignorar os sentimentos da outra pessoa, mas oferer esperança. Sugira atividades que você pode fazer em conjunto com a pessoa, e tenha em mente que é preciso tempo para ficar melhor. Lembre-se de que uma doença está fazendo com que o seu ente querido aja de forma diferente do habitual. Não culpe ele ou ela, assim como você não iria fazer se fosse uma dor física crônica que fizesse com que a pessoa tivesse determinado tipo de comportamento.

Tente evitar atos impensados durante episódios maníacos. É muito comum uma pessoa tomar decisões ruins quando estiver maníaco, por isso é uma boa ideia tentar evitar esse problema, limitando o acesso aos carros, cartões de crédito e contas bancárias. Preste atenção aos sinais de que um episódio maníaco está eminente. Rompimento de padrões de sono pode desencadear um episódio, por isso, apoie seu ente querido a manter um horário de sono regular. Padrões consistentes para outras atividades como comer, fazer exercícios e socialização também podem ajudar.

Fonte: http://www.health.harvard.edu

Imagem: http://hypescience.com

Para lidar com a depressão, a distimia e o transtorno bipolar, é fundamental ter o acompanhamento de um profissional de psiquiatria. Encontre o melhor profissional em nosso site: http://www.go2doc.com.br/profissionais/Psiquiatria

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