A sua saúde e a do Meio Ambiente são uma coisa só!

Todos nós já fomos alertados sobre os perigos da mudança climática, do estragos causados na camada de ozônio (e como esse fator aumenta os riscos de câncer de pele) e até mesmo os problemas que virão se não cuidarmos da preservação do que resta de água potável no mundo.

Mas alguns acontecimentos têm chamado bastante atenção, embora aconteçam de maneira bem silenciosa. Além de novas doenças, têm sido descritas mudanças no comportamento de doenças já conhecidas. A malária, a febre amarela e a febre do Oeste do Nilo, por exemplo, estão se espalhando em novas áreas geográficas, possivelmente, em razão das mudanças sazonais ou por algum desequilíbrio ambiental.

Essa afirmação é do nefrologista Bento Fortunato Cardoso dos Santos, do Hospital Albert Einstein (SP), e um dos responsáveis pelo Atlas da Saúde, que mapeou a ocorrência de doenças no município de São Paulo. “As infecções emergentes ou reemergentes são realmente conseqüência do desequilíbrio no relacionamento dos homens com o meio ambiente — estão aí o aquecimento global, a alta concentração de gás carbônico na atmosfera e as oscilações na temperatura do planeta. A facilidade das viagens ao redor do mundo transforma o homem num elemento disseminador dessas doenças, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS)”, explica Bento.

Trata-se de uma resposta natural da vida: você modifica o ambiente e cria a possibilidade de desenvolvimento de outros seres vivos naquela condição. É o custo da intervenção indiscriminada no meio ambiente.

O médico acredita que uma excelente solução está na educação ambiental ampla e eficiente para as crianças. Mas cabe a nós, também, discutir e divulgar essas questões, afinal trata-se de uma única vida.

 

Fonte: Revista Viva Saúde

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