A importância do bom funcionamento da tireoide

 

A tireoide é uma pequena glândula que mede aproximadamente 5 cm de diâmetro localizada no pescoço, sob a pele, abaixo do pomo de Adão. Os dois lobos (metades) da tireóide estão conectadas em sua parte central (istmo), o que confere à glândula a forma da letra “H” ou de uma gravata borboleta. Normalmente, ela não pode ser visualizada e é dificilmente palpada. No entanto, quando ela aumenta de volume, o médico poderá palpá-la facilmente e uma protuberância proeminente (bócio) pode aparecer abaixo ou lateralmente ao pomo de Adão.

A tireoide secreta os hormônios tireoidianos, os quais controlam a velocidade com que as funções químicas do organismo ocorrem (taxa metabólica). Os hormônios tireoidianos influenciam a taxa metabólica de duas maneiras: através da estimulação de quase todos os tecidos do corpo para que eles produzam proteínas e através do aumento da quantidade de oxigênio utilizado pelas células. Quando as células trabalham mais intensamente, os órgãos do corpo trabalham mais rapidamente. Para produzir os hormônios tireoidianos, a tireoide necessita de iodo, um elemento existente nos alimentos e na água. A tireoide capta o iodo e o processa para produzir os hormônios tireoidianos.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertireoidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo). De maneira geral, quando a glândula está hiperfuncionante ocorre uma aceleração do metabolismo em todo organismo, podendo ocorrer agitação, diarréia, taquicardia, perda de peso e outros sintomas. Ao contrário, quando a glândula está hipofuncionante pode ocorrer cansaço, fala arrastada, intestino preso e ganho de peso.

Destacamos duas das doenças que atacam a tireoide com maior frequência:

Hipertireodismo

O organismo fica “acelerado”, em função do excesso de hormônio tireóideo no sangue. Esses casos são, aproximadamente, dez vezes mais frequentes nas mulheres, afetando cerca de 2% delas no mundo inteiro. A doença de Graves, manifestação bastante comum da doença, é causada por problemas do sistema imunológico, com maior prevalência em famílias que já apresentaram casos. Nos Estados Unidos, a doença atinge, aproximadamente, 2,5 milhões de mulheres.

São sintomas comuns da doença: o aumento da frequência cardíaca, nervosismo, dificuldade de dormir, fraqueza muscular, sudorese, perda excessiva de peso, tremores, mudanças na pele, diminuição do fluxo menstrual, bócio e queda de cabelos. Convém destacar que os sintomas não ocorrem simultaneamente e que devem ser diagnosticados por especialistas.

Antes do desenvolvimento de opções atuais do tratamento, a taxa de morte do hipertireoidismo era maior que 50%. Agora, diversos tratamentos eficazes estão disponíveis, e com o controle adequado, a morte por hipertireoidismo é rara. O tratamento varia dependendo da causa e também da gravidade dos sintomas. O hipertireoidismo pode ser tratado com medicamentos antitireoidianos, iodo radioativo ou cirurgia.

Hipotireoidismo

No hipotireoidismo ocorre a deficiência dos hormônios da tireoide, que pode potencialmente afetar o funcionamento de todo o corpo. A taxa de funcionamento normal do corpo diminui causando lentidão mental e física. Os principais fatores de risco são idade superior a 50 anos, sexo feminino, obesidade, cirurgia de retirada da tireóide e exposição prolongada à radiação.

O grau de severidade pode variar de leve, apresentando um quadro de depressão em que o diagnóstico de hipotireoidismo pode passar despercebido, até a forma mais grave, denominada mixedema, caracterizada pelo inchaço de todo o corpo e que constitui uma emergência médica.

Os principais sintomas do hipotireoidismo são fraqueza e cansaço, intolerância ao frio, intestino preso, ganho de peso, depressão, dor muscular e nas articulações, unhas finas e quebradiças, enfraquecimento do cabelo e palidez.

O objetivo do tratamento é repor a deficiência de hormônio da tireoide. O medicamento mais frequentemente utilizado é a levotiroxina, mas há outros disponíveis. E o tratamento deverá ser seguido por toda a vida, mesmo se os sintomas desaparecerem, pois são comuns as recaídas com a interrupção do medicamento.

Fonte:  http://boasaude.uol.com.br

Imagem: http://boasaude.uol.com.br

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